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29/07/2010
Fonte: VALOR ECONÔMICO
Commodities Agrícolas
Oferta apertada. Os preços futuros do açúcar subiram ontem com especulações de que a demanda mais forte da Ásia irá potencializar a escassez que levou a altas recordes na commodity.

Segundo a Bloomberg, as Filipinas deverão permitir a importação de 100 mil toneladas até o fim deste mês. O Paquistão, por sua vez, liberou a traders a importação de 500 mil toneladas de açúcar sem o pagamento de impostos. "Há um certo aperto no mercado", disse Robin Rosenberg, estrategista da PFG Best Research. , à agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos para março fecharam a 18,31 centavos por libra-peso, alta de 22 pontos. No mercado interno, a saca de 50 quilos fechou a R$ 42,07, com alta de 1,25%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o açúcar acumula valorização de 4,63%.


Compras especulativas. Fatores técnicos e suporte de outras commodities fizeram com que os preços do café terminassem o pregão de ontem em alta na bolsa de Nova York. Os contratos futuros com vencimento em dezembro terminaram o pregão cotados a US$ 1,6835 por libra-peso, valorização de 360 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado subiu apoiado em compras especulativas de fundos, mas também no sentimento que a oferta de café ainda é apertada, mesmo com o avanço da colheita no Brasil. Analistas disseram que a alta em outras commodities em Nova York, como açúcar e cacau, também incentivou compras no mercado de café. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq terminou a quarta-feira em alta de 1,73% a R$ 305,78 por saca.



Demanda aquecida . Os futuros de soja subiram ontem na bolsa de Chicago com especulações de que a demanda por grãos dos Estados Unidos irá aumentar, após a seca reduzir o potencial das lavouras de oleaginosas em outras regiões. Os contratos com vencimento em setembro encerraram o pregão a US$ 9,85 o bushel, alta de 12 centavos de dólar. No Brasil, os produtores de soja podem aumentar a área plantada neste ano com os preços do grão em alta e os custos do fertilizante em baixa. O cultivo pode subir em Mato Grosso e no Rio Grande do Sul no próximo ciclo que será plantado em setembro, segundo informou a Confederação Nacional de Agricultura à Bloomberg. No mercado de Sinop (MT), a saca fechou em R$ 32,20, ante R$ 31,40 na terça-feira, segundo Imea/Famato.


Seca preocupa. Os futuros de trigo subiram ontem nas bolsas americanas influenciados pelas notícias de seca prejudicando as lavouras da Rússia, Ucrânia e de outras regiões da Europa. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 6,47 o bushel, na bolsa de Chicago, alta de 20 centavos de dólar. O mesmo vencimento em Kansas subiu 15,75 centavos de dólar, fechando a US$ 6,4775 o bushel. Segundo a Bloomberg, as temperaturas altas são recordes na Rússia e podem reduzir a safra no país em 25%. Ontem, o governo da Ucrânia informou que pode limitar exportações. Essa provável queda de produção do cereal europeu deve aumentar a demanda pelo produto dos Estados Unidos. No mercado do Paraná, a saca fechou praticamente estável a R$ 22,67, segundo o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral).

              
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