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29/07/2010
Fonte: Só Notícias
Preço do leite volta a cair em de julho e tendência é de novas quedas
O preço do leite pago ao produtor este ano caiu mais uma vez em julho e a tendência não é nada animado com a possibilidade de a queda continuar pelos próximos meses.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a queda em julho (referente à produção entregue em junho) foi de 6,16% em relação ao mês anterior, para uma média de R$ 0,7242/litro no país.

A situação é atípica, já que na entressafra (época de seca/inverno) o preço pago ao produtor tende a subir, por conta do aumento do custo da produção, pela falta de alimentos, e da queda de produtividade das vacas.

“Para se produzir leite na seca, quando os pastos estão ressecados e maduros, é necessário a suplementação das vacas com ração, como forma de concentrado, e silagem como volumoso. Essas tecnologias envolvem custos altos para o produtor, não sendo então empregadas por todos. Isto se reflete na quantidade de leite produzido, que de um modo geral tende a cair no período. Com isso, a tendência dos preços do leite pago ao produtor é de aumento”, diz o coordenador do setor de Pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o veterinário Carlos Augusto Zanata.

Zanata argumenta que pelo menos dois fatores contribuíram para o recuo dos preços, sendo um deles o aumento da importação de leite em pó de países do Mercosul, como Argentina, Chile e Uruguai. Para tentar reverter esse quadro, a CNA está atuando junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no sentido de controlar a importação de leite em pó.

Outro fator que chama atenção e pode influenciar a redução nos preços pagos ao produtor é a queda no consumo do leite longa vida, que representa 75% do mercado de leite fluído do país. Para estimular a compra, a indústria foi obrigada a baixar o preço de venda no varejo, prejudicando os produtores, que no início do ano tinham uma perspectiva otimista em relação à produção do leite. “É na entressafra que o produtor consegue recuperar o capital e se preparar para manter a produção no período de chuvas (safra), quando historicamente os preços são mais baixos”, destaca Zanata.

              
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