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29/07/2010
Fonte: Globo Rural
Diretor da OIE diz que fim da aftosa depende de controle em países vizinhos
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Bernard Vallat, disse nesta quarta-feira (28/07) que a conquista brasileira do status de livre de aftosa, doença que atinge principalmente o rebanho bovino, depende do controle do mal em países vizinhos.

Segundo ele, o Brasil já tem mais de dois terços de seu território livres da aftosa por meio da vacinação e é um “exemplo de política de controle eficaz de enfermidades”. Entretanto, também tem áreas de fronteira que ainda são de alto risco.

“É preciso assegurar que países por onde circula o vírus da doença, como Venezuela e Equador, adotem uma política de vacinação muito dura. É possível a erradicação total em breve, mas não sei quando, porque em alguns estados o trabalho de vacina é muito difícil por razões logísticas, como o Amazonas”, afirmou Vallat, comentando a meta de erradicar a doença até o final de 2010. O projeto foi anunciado no ano passado pelo ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes e reforçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O atual ministro da Agricultura, Wagner Rossi, mesmo não se mostrando tão confiante com a meta, disse que o Brasil já ajuda a imunizar animais contra a aftosa em países da fronteira. O intuito é acelerar a conquista do status de livre da doença por todo o país. “Eu acho que é possível com vacinação. Estamos avançando em várias partes do Brasil e, sobretudo, sobre o território dos nossos vizinhos, para ajudá-los”, afirmou Rossi.

Vallat ressaltou que o país deve adotar a estratégia de ir avançando aos poucos nas áreas reconhecidas livres sem vacinação, começando pela região Sul, onde o controle está mais avançado: Santa Catarina é o único estado brasileiro que ostenta o status de livre da aftosa, e o Paraná deve ser o próximo a conseguir esse reconhecimento da OIE.

Bernard Vallat veio ao Brasil para participar de um congresso de médicos veterinários. Na visita, aproveitou para ver o trabalho feito para erradicação da aftosa na fronteira do estado de Rondônia com a Bolívia.

              
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